DIA 1 – Psicologia do Vício, introdução #desafio30psicologia

Sejam bem-vindos a mais um projeto. Nesse post falaremos sobre vício, como ele acontece, porque e como podemos aplicá-lo a nossas histórias.

Vício

  1. defeito ou imperfeição grave de pessoa ou coisa.
  2. disposição natural para praticar o mal e cometer ações contra a moral; depravação.
  3. qualquer costume supérfluo, prejudicial ou censurável.
  4. POR EXTENSÃO
    hábito de fazer algo; mania.
    “o v. de estalar os dedos”
  5. dependência que leva ao consumo irresistível, esp. de bebida alcoólica ou substâncias estupefacientes.

O que é?

O vício é um hábito repetitivo e destrutivo, de conotação negativa e que gera dependência física ou psicológica, fazendo alguém buscar o consumo excessivo de algo, geralmente de uma substância alcoólica ou entorpecente, também podendo ser sentimental ou social.

Para diferenciarmos, vejamos a citação de Margaret Mead:

A virtude é quando se tem a dor seguida do prazer; o vício, é quando se tem o prazer seguido da dor.

Entretanto, devemos dar atenção ao seguinte detalhe: os períodos entre dor e prazer variam, o prazer sempre sendo mais longo e permanente que a dor, em ambos os casos.

Dessa forma, podemos aplicar o mesmo conceito para todos os aspectos da nossa vida onde o equilíbrio psicológico nos falta. Daí se dá a relação que temos com o trabalho, um processo doloroso que gera prazer posterior permanente, e que, portanto, eleva o individuo através do orgulho e da vitória. Dessa forma, sendo possível estendermos essa teoria para relações familiares, amigos, amantes e social no todo, como aspectos biológicos (como você se sente e sua imagem no mundo. Se você é elogiado por isso [prazer] ou criticado [dor]), o religioso e a ética-moral. As redes sociais se tornaram mestres em fazer isso.

Características comuns

Ânsia

A ânsia é um desejo forte. É querer algo com muita força e insistentemente. Pode ser obsessiva ou angustiante, onde uma pessoa pensa no vício quase que todo tempo. Pode ser a incapacidade de ficar sozinho, sempre querendo falar com alguém, achando que essa pessoa vai te esquecer.

Compulsão

É mais forte que a ânsia, é uma atividade repetitiva e excessiva, um exercício mental sem sentido feito na tentativa de evitar aflição ou preocupação. Trata-se de um comportamento destinado a reduzir o desconforto psíquico devido a fatores como, por exemplo, a depressão ou ansiedade. Como, por exemplo, comprar coisa que não precisamos, a alimentícia, a insónia com medo de perder alguma novidade e etc.

O viciado pode se sentir impelido a agir de certa forma com um desejo tão forte que parece incapaz de dizer ‘não’, mesmo sabendo que o vício é prejudicial. Talvez seja a perda de controle associado que torna o vício tão problemático.

Repetição

O comportamento viciante se repete em padrões previsíveis. Em casos extremos, isso exclui ou reduz muitas outras atividades “normais”, incluindo socializar, comer e dormir.

De acordo com o site Psicologiaviva, esses comportamentos se dão devido a padrões já praticados por outros membros da nossa família ou amigos. Desde pequenos aprendemos observando outras pessoas, copiando as atitudes dessas pessoas e aceitando como certo o que elas nos passam, dessa forma nos fazendo reproduzir padrões não importando se eles são de comportamento, pensamento, psicológicos ou físicos.

Benefícios

É o prazer que o vício traz ao individuo. Pode ser um estímulo direto ou indireto de sentimentos de prazer, incluindo euforia, relaxamento e sentimento gerais de bem-estar. Outros benefícios podem ser obtidos por meio da anestesia e entorpecimento de sentimentos desagradáveis, como os experimentados na depressão e ansiedade.

Prejuízo

É onde a dor entra, causando o prejuízo. O vício geralmente tem a conotação de dano, com a noção de que o viciado será prejudicado em algum momento por ser viciado. Isso pode incluir:

Dano fisiológico: quando as células cerebrais são danificadas.
Dano psicológico: quando podem ficar deprimidos.
Dano social: quando se tornam párias com poucos amigos e pouco apoio social.

Dependência

A pessoa dependente não pode viver sem seu vício. Eles têm um apego que pode ser fisiológico, psicológico ou uma combinação dos dois.

Se a pessoa dependente é privada de seu alvo, ela sofre de alguma forma, experimentando sintomas de abstinência. Isso pode variar desde a febre de abstinência de drogas pesadas à irritabilidade e mau-humor quando uma criança não tem acesso a seu jogo de computador favorito.

A retirada costuma ser um efeito oposto. A heroína causa euforia, relaxamento e prisão de ventre. Quando é derivado, uma pessoa apresenta disforia, cólicas e diarreia.

Aqui também podemos incluir dependência afetiva ou romântica. Acontece o mesmo processo e as mesmas sensações. Isso já aconteceu com você? Pense em alguma pessoa que costumava fazer parte da sua vida e ela de repente desaparece. O que você sentiu/sentiria?

Tolerância / sensibilidade

Alguns vícios fazem com que uma pessoa se torne tolerante ao ponto em que a ação repetida leva a um efeito decrescente. Em outros vícios, a pessoa é sensibilizada, de modo que as ações menores são necessárias para o mesmo efeito.

Como exemplo, imagine uma coisa que vocês gostavam muito de fazer e então ela perde a graça ou objetivo. Isso é quando você se torna tolerante a certa coisa e já que ela não te dá mais o prazer que dava, você procura outro vício. Ou quando você está tão sobrecarregado com uma coisa que você precisa parar tudo e desacelerar. Para mim essa é a sensibilidade a redes sociais. Quando mais eu fico longe delas, mais feliz eu me sinto.

E vocês, tem algum desses sintomas? E não se esqueçam, drogas não são a única coisa a nos viciar. Até amanha com a continuação desse tema! Pretendo dar mais exemplos para escrita. Não se esqueçam de curtir e compartilhar! Ainda há muito a se ver!

Ana.

FONTE

https://changingminds.org/explanations/behaviors/addiction/what_is_addiction.htm

https://www.dicio.com.br/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vício

https://www.vittude.com/blog/compulsao/#:~:text=Compulsão%20é%20uma%20atividade%20repetitiva,exemplo%2C%20a%20depressão%20ou%20ansiedade.

https://blog.psicologiaviva.com.br/padroes-e-repeticoes/

3 comentários em “DIA 1 – Psicologia do Vício, introdução #desafio30psicologia”

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